Mesmo na véspera da implementação de tarifa de 50% pelos Estados Unidos — uma das principais medidas protecionistas da atualidade.
Mesmo na véspera da implementação de tarifa de 50% pelos Estados Unidos — uma das principais medidas protecionistas da atualidade.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 276,9 mil toneladas de carne bovina in natura em julho de 2025, superando o recorde anterior e registrando alta de 16,7% em relação ao mesmo mês de 2024. Este volume expressivo foi alcançado mesmo antes da entrada em vigor da taxa de 50% imposta pelos EUA.
Conforme estimativas divulgadas pelo Cepea, o faturamento com carne bovina exportada atingiu R$ 9,2 bilhões em julho, também marcando um recorde para o mês.
A China manteve sua posição como maior compradora, respondendo por cerca de 51% do volume total exportado, com crescimento de quase 15% em volume mês a mês. Já os Estados Unidos reduziram a quantidade importada, embora mantenham presença no ranking de mercado.
Mesmo diante do recorde, o setor enfrenta desafios como a necessidade de adaptar o destino de embarques, especialmente após a tarifa dos EUA. Isso exige ajustes em prazos, contratos e padrões de qualidade para redirecionar os mercados e equilibrar a logística comercial.
| Cenário | Destaque |
|---|---|
| Volume exportado em julho | 276,9 mil toneladas — recorde histórico |
| Variação anual | Alta de 16,7% sobre julho de 2024 |
| Receita estimada | R$ 9,2 bilhões — máximo para o mês |
| Principais destinos | China lidera com ~51%; EUA cai |
| Desafios | Redirecionar exportações devido a tarifas dos EUA |
A pecuária brasileira demonstrou resiliência com recordes de volume e receita em julho, mesmo sob ameaça de tarifação externa. A diversificação de mercados e adaptação logística serão fundamentais para manter este ritmo frente aos entraves atuais.
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